sábado, 27 de abril de 2019

                                                     Geografia de Roma:
27/04/2019 luzia
 - Solo Fértil: Agricultura em grande escala, terreno pouco acidentado: possibilitou o contato e a unidade política.

Povos que formaram Roma: Itálicos (ou Italiotas) – Estes eram os principais. Outros grupos: Etruscos, Gregos, Celtas e Cartaginenses. 

Fundação
Por volta do ano 1000 aC., às margens do Rio Tibre. Roma nasceu como uma espécie de acampamento militar, construído por latinos e sabinos, contra os ataques etruscos.

Versão Lendária
            Segundo a tradição lendária, Roma teria sido fundada em 753 a.C. Essa lenda relata a estória dos meninos gêmeos, Rômulo e Remo, netos do rei Numitôr, que havia sido deposto.
            Com o objetivo de assegurar o poder, os novos governantes jogaram os meninos recém-nascidos no Rio Tibre. As crianças foram salvas e amamentadas por uma loba e, mais tarde, encontradas e criadas por um pastor de ovelhas.
            Quando adultos, Rômulo e Remo fundaram Roma, após terem se vingado daqueles que tomaram o poder de seu avô.
            Após fundarem Roma, Rômulo mata seu irmão Remo para reinar sozinho.

Períodos da Evolução política Romana
- Monarquia (753 a.C. a 509 a.C.)
- República (509a.C. a 27 a.C.)
- Império (27 a.C. a 476 d.C.)

Monarquia
Economia: Agropastoril. A terra era considerada a riqueza fundamental.

Sociedade Romana
            Estamental e dividida em:
Patrícios: Grandes proprietários de terras detinham o poder político.
Clientes: Prestavam serviços aos patrícios, recebendo proteção em troca.
Plebeus: Maioria da população. Em geral, estrangeiros, artesãos, comerciantes e pequenos proprietários de terras pouco férteis. Não tinham direitos políticos e viviam sob a contínua ameaça de escravização por dívidas.
Escravos: Eram pouco numerosos e não constituíam a base da produção

Regime Monárquico
            O rei era considerado de origem divina e tinha seu poder limitado pelo senado.
Monarca: Comandante do exército, sumo sacerdote e juiz supremo era escolhido pelo Senado.
 Senado ou Conselho de Anciões (senex=velho): Composto pelos patrícios, com mandatos vitalícios, propunha leis, administrava a cidade, decidia sobre a paz e a guerra podia vetar as propostas do monarca.

Reis etruscos
            Os últimos três reis do período monárquico eram de origem etrusca demonstrando o domínio destes em Roma.

Tarquínio, O Soberbo
            Tarquínio foi o último rei etrusco, ele passou a concentrar poderes retirando-o do senado.
            Os patrícios temendo perder poder irão:
- Dar um golpe de estado; Depor Tarquínio e expulsar os etruscos em 509 a.C.

República
            Nesse período os patrícios:

- recuperam seu poder;
- Estabelecem mecanismos para manter a plebe à margem do poder;
- Restabelecem o senado como órgão máximo de poder;
- Criam participação formal da plebe na Assembleia Centuriata. A plebe se reunia para votar as leis preparadas pelo senado.

Governo aristocrático
            O governo republicano era basicamente aristocrático, pois apesar de haver participação dos plebeus, quem detinha o poder eram os patrícios.

Composição do governo Republicano
Magistrados: Eleitos pelas Assembleias para um mandato de um ano, exerciam os cargos executivos. Destacam-se os cônsules, pretores, questores e edis.
Senado:  Instituição sob o domínio dos patrícios, tornou-se o principal órgão do governo.
Assembleia Centuriata: Reunia todos os soldados do exército romano, organizados em 193 centúrias, cada uma com direito a um voto. A maior parte das centúrias era controlada pelos patrícios, que, dessa forma, sempre eram vitoriosos nas votações.

Revoltas Plebeias
            Os patrícios, por terem o poder em suas mãos passaram a impor sua vontade aos plebeus que não aceitaram passivamente a situação de desprestígio e empobrecimento. Para alcançarem seus direitos eles se revoltaram e conseguiram várias conquistas.

Conquistas plebeias
495 a.C.  Tribuno da Plebe: Podia vetar (proibir) leis contrárias aos plebeus.
471 a.C. Assembleia da Plebe: Composta apenas por plebeus (origem da palavra plebiscito)
450 a.C. Lei das 12 tábuas: Primeiro código de leis escrito de Roma, estabelecia a proibição da escravidão por dívidas.
445 a.C. Lei da Canuléia: Permitia o casamento entre patrícios e plebeus
336 a.C. Eleição do primeiro cônsul plebeu. Com direito de ingresso automático no senado

Expansão territorial romana
           Durante o período republicano, Roma caracterizou-se pela expansão territorial e uma crescente militarização. Inicialmente venceu seus vizinhos mais próximos, depois conquistou as colônias gregas ao sul da Itália.

Imperialismo e Militarismo
            As marcas básicas da República foram o imperialismo e o militarismo

Transformações ocorridas após a expansão romana
- Intensificação do comércio entre Roma e suas províncias;
- Valorização do luxo;
- Surgimento de uma nova classe de comerciantes, banqueiros, arrendatários e cobradores de impostos, os cavaleiros ou homens novos;
- Utilização em grande escala da mão-de-obra escrava como modo de produção;
- Êxodo rural dos plebeus (ruína do pequeno produtor) e marginalização por causa do aumento do número de escravos;
- As instituições políticas da República não se adequavam às necessidades de um domínio territorial tão extenso e não conseguiam minimizar a crise entre os grupos sociais;
- Profissionalização do exército romano.

Crise da República
            A República Romana inicia um processo de crise por causa dos conflitos entre as classes sociais, principalmente os plebeus que reivindicam reformas urgentes e melhores condições de vida.

Principais reformas
As principais reformas exigidas pelos plebeus e líderes populares, como os cavaleiros ou homens novos:
- Distribuição de terras (os patrícios detinham a maior e melhor parte das terras);
- Maior participação política (o poder político estava nas mãos dos patrícios).

Reformas como tentativa de solução para a marginalização dos Plebeus
Na busca de solução para a crise com os plebeus e consequentemente a marginalização que sofriam buscaram-se reformas que lhe dessem mais direitos.

As principais delas foram às propostas de dois Tribunos da Plebe, os irmãos Tibério e Caio Graco.

Reformas dos Irmãos Graco
Tibério Graco: Eleito para o Tribuno da Plebe em 133 a.C.       Propôs que cada cidadão romano tivesse no máximo 310 acres de terras e o restante deveria ser arrendadas aos cidadãos pobres. Tibério foi assassinado a mando dos patrícios.
Caio Graco: Eleito em 123 a.C. Propôs leis que obrigavam a distribuição de trigo a preço baixo. Foi perseguido e morto.

Transição para o império
As reformas dos irmãos Graco fracassaram, a situação política, econômica e social de Roma entrou em um período de grande instabilidade.

Exército – papel preponderante
Diante da instabilidade romana, o exército passou a ter um papel preponderante, pois os generais, com o apoio dos soldados passaram a ser identificados como os únicos capazes de controlar e solucionar os conflitos e a instabilidade romana.
Nesse contexto nasceu o Primeiro Triunvirato composto de três generais do exército romano: Júlio César, Pompeu e Crasso.

Primeiro Triunvirato (60 a.C. – 44 a.C.)
O Primeiro Triunvirato composto por Júlio César, Pompeu e Crasso impondo-o ao Senado.
Dois membros do Primeiro Triunvirato Crasso e Pompeu foram assassinados, dessa maneira Júlio César tornou-se o ditador supremo de Roma. Em 44 a.C. foi assassinado por um grupo de senadores liderados por Brutus e Cássius.

Segundo Triunvirato (44 a.C. – 31 a.C.)
            O Segundo Triunvirato foi formado por Marco Antônio (amigo de Júlio César), Caio Otávio (sobrinho de Júlio César) e Lépido.
            Posteriormente Otávio afastou Lépido e declarou guerra a Marco Antônio que havia ficado com o império no Oriente e se apaixonara por Cleópatra, rainha do Egito. Declarando ao senado que Marco Antônio pretendia formar um império no Oriente, Otávio conseguiu o apoio dos romanos para derrotar Marco Antônio.
Passagem da República para o Império
            Otávio ao derrotar Marco Antônio em 31 a.C. tornou-se senhor de Roma, sua vitória representou a passagem da República para o império.

Triunvirato
Divisão de poder entre três generais, ficando cada um responsável por uma região.

Império
A principal preocupação de Otávio, após sua vitória sobre Marco Aurélio foi dar legitimidade a seu governo.
Para conseguir o apoio do senado procurou manter as instituições republicanas e estabelecer um relacionamento harmonioso com os senadores.

Títulos concedidos à Otávio
            O senado concedeu vários títulos para Otávio, entre eles encontramos:

Príncipe: O primeiro cidadão da República. Líder do Senado e o mais importante cidadão do mundo romano
Augusto: Otávio incorporou esse título a seu nome. O título significa divino, adorável, venerável.
Imperador: Os soldados denominavam um general vitorioso. Equivalia a comandante supremo dos exércitos romanos.
Pontífice Máximo: Supremo líder Religioso

O fim da República
            Quando Otávio, a partir de 27 a.C., acumulou esses títulos, teve fim a República e iniciou-se o império.

Série de Reformas
            De posse de todos esses poderes, Otávio Augusto empreendeu uma série de reformas como:

 Dividiu a sociedade romana em três ordens:
Ordem Senatorial: Formada por cidadãos que possuíam uma fortuna de mais de um milhão de sestércios. Eram, geralmente, membros da nobreza.
Ordem Equestre: Formada por cidadãos que possuíam uma fortuna de mais de quatrocentos mil sestércios. Também eram chamados cavaleiros e tinham enriquecido com o comércio.
Ordem Inferior: formada por cidadãos que possuíam menos de 400 mil sestércios.

- Ampliou a política pão e circo que consistia na distribuição gratuita de trigo e na realização de monumentais espetáculos públicos para a plebe;
- Deu início a várias obras públicas para embelezar a cidade e dar emprego à plebe urbana;
- Desenvolveu o comércio marítimo no Mediterrâneo;
- Alcançou a paz interna e externa e deu início a quase dois séculos de prosperidade, período que ficou conhecido como “Pax Romana”.
- Consolidou as antigas fronteiras e expandiu seu território, principalmente na Europa Central.

Desenvolvimento Romano
            As reformas promovidas por Otávio Augusto deram condições para o desenvolvimento comercial, agrícola e artesanal em Roma.
            O governo de Augusto foi considerado “século de Ouro” da cultura latina.

Governos Corruptos
            Depois da morte de Augusto, Roma foi governada por uma sucessão de imperadores que exerceram o poder de forma pessoal e corrupta, como Calígula e Nero.

Dinastia dos Antoninos (96 a 125 d.C.)
            Na dinastia dos Antoninos, o império romano chegou a seu apogeu, atingindo maior sua maior extensão territorial e grande prosperidade econômica.

Decadência do império
            De um modo geral, o alto império correspondeu a um período de prosperidade e riqueza. Entretanto as contradições internas acabariam provocando a decadência do Império.

Baixo império (Século III eV)
            A partir do século III d. C., teve início o chamado Baixo Império romano, fase de crise aguda, com vários problemas, entre eles encontramos:
-  Problemas econômicos (queda de produção)
-  Militares (pressões bárbaras)
-  Religiosos (difusão do cristianismo)
 - Políticos (intervenção constante do exército na vida política)

Fatores da decadência do império
            Entre os fatores determinantes da decadência de Roma estão:
- O imperialismo romano e a necessidade de controle sobre os territórios dominados;
- as guerras civis, principalmente dos plebeus, agravadas pela crise econômica;
- A crise do escravismo (fim das guerras, dos vencidos, dos escravos);
- o cristianismo (crescimento e oposição à estrutura militar e escravocrata);

Cristianismo
O cristianismo surgiu na Palestina, mas se espalhou por toda a região da Ásia Menor e depois pelo Mediterrâneo. As pregações de Jesus Cristo se difundiram rapidamente pelas suas ideias de salvação da alma, igualdade entre as pessoas, caridade, justiça divina, condenação da riqueza e proteção aos pobres e desprotegidos.
Os cristãos recusavam-se a cultuar o Imperador como deus, o que era visto como insubordinação pelos romanos, que passaram a persegui-los.
- a crise econômica e moral;
- à volta para uma economia rural de subsistência;

Colonato
Com a crise do sistema escravista, os grandes proprietários romanos passaram a dividir suas propriedades em pequenos lotes e arrende-las. Os que não tinham propriedade na cidade ou no campo transformaram-se em colonos, e pagavam arrendamento em dinheiro ou em espécie.

Assim, passou-se progressivamente da escravidão para o colonato, Sistema de camponeses dependentes.
- as invasões dos povos bárbaros germânicos;
- o enfraquecimento do exército e os enormes gastos necessários para mantê-lo.

Consequência da decadência do império
            Esses fatores geraram finalmente a queda do império do Ocidente, em 476 d.C., quando Roma foi invadida pelos Hérulos.

Tentativas de contornar a crise
            Alguns imperadores ainda tentaram contornar a crise

Observe a atitude de alguns deles
Diocleciano (284-305) Instituiu a tetrarquia, isto é, a divisão da administração do império em quatro partes.
Constantino (312-337): Procurou criar uma religião oficial do Estado. A religião mais popular entre os soldados do exército romano era o cristianismo. Por isso, no ano de 313, com o Edito de Milão, deu liberdade de culto aos cristãos. Além disso, Constantino transferiu a capital do Império para Constantinopla.
Teodósio: Transformaria o cristianismo na religião oficial do estado, em 392, tornando a obrigatória. Assim surgiu a Igreja Católica Apostólica Romana. Também dividiu o Império: Império do Ocidente (capital Milão) e Império do Oriente (capital Constantinopla).

Crise Avançada
            A crise, contudo já estava avançada, pois:
- O fim das guerras diminuía o fluxo de escravos.
- Caía a produção (isso impedia o sustento do exército e impostos)

O enfraquecimento militar facilitou a penetração dos bárbaros, que se fixaram dentro das fronteiras do império.

Morte de Teodósio – divisão do império
            Com a morte de Teodósio I, em 395, o império foi dividido entre seus dois filhos. O império conheceria rumos distintos.

Império Romano do Ocidente
            O poder central mostrou impotente para conter as invasões das fronteiras pelos bárbaros que passaram a controlar extensas regiões do império do Ocidente.

Invasão dos hunos
            A invasão dos hunos provocava pânico entre os germanos que invadiam o império para fugir dos seus ataques.

476 – Queda do império do Ocidente
            Em 476, após inúmeras invasões e acordos com os germânicos, o império romano do ocidente foi vencido, quando Odoacro, rei dos hérulos, destronou Rômulo Augústulo. Último imperador romano do Ocidente.
            Com esse ato, desintegrava-se o Império Romano do Ocidente, em cujo território surgiram diversos reinos germânicos.

1453 – Queda do Império Romano do Ocidente (Constantinopla)
            Enquanto isso, o Império Romano do Ocidente, ou Império Bizantino, conseguiria manter-se por quase mil anos, ou seja, até 1453, quando seria conquistado pelos turcos.

                           Antes da Escrita

Segundo essa divisão da história, a origem da humanidade e as primeiras formas de organização dos grupos humanos constituem o período mais longo de nosso passado. Para facilitar seu estudo, esse período foi
também dividido. O critério para efetuar a subdivisão apoiou-se nos diferentes artefatos de pedra e de metal encontrados e nas possíveis técnicas usadas para sua fabricação. O período foi então dividido em três grandes momentos:

• Idade da Pedra Lascada ou Paleolítico: vai desde a origem da humanidade até cerca de 10 mil a.C.
• Idade da Pedra Polida ou Neolítico: estende-se de 10 mil até cerca de 6 mil a.C.
• Idade dos Metais: abrange os dois últimos milênios que antecedem o aparecimento da escrita, por volta de 4000 a.C. Nessa fase, alguns grupos humanos substituíram a pedra por metais, como o cobre e o bronze.

Quando começou a História

No século XIX, considerava-se que a história só poderia ser estudada por meios de documentos escritos. Segundo os estudiosos europeus, somente tais documentos seriam fontes confiáveis para reconstituir o passado da humanidade. Assim, a história de uma determinada sociedade, por exemplo, só teria início a partir do momento em que ela dominasse a escrita. Tudo o que ocorreu antes seria considerado anterior à História ou Pré História.
Muitos historiadores já não pensam mais assim. Para eles a história pode ser estudada a partir das mais variadas fontes, como imagens, objetos de cerâmicas, fósseis, construções, etc. Com isso, a divisão entre História e Pré-História perderia o sentido e tudo o que os seres humanos e seus ancentrais fazeram passaria a ser considerado história.
Os antigos babilônios
            Os amoritas estabeleceram-se no centro-sul da Mesopotâmia, onde construíram a cidade da Babilônia. Daí o fato de serem chamados também de antigos babilônios.
            Pouco a pouco, os antigos babilônios foram vencendo seus vizinhos e, liderados por Hamurabi, constituíram um poderoso império, que ia desde o golfo Pérsico, ao sul, até os montes Zagros, ao norte.

Contribuições culturais
            Durante os 43 anos de seu reinado, Hamurabi ocupou-se pessoalmente da administração de seu império, chegando a coordenar a construção de numerosos edifícios públicos.
            Sua obra mais célebre, porém, foi um código de leis que influenciou e ainda influencia o mundo civilizado: O Código de Hamurabi.
            Considerado como o primeiro conjunto de leis escritas da História, o Código de Hamurabi define numerosos tipos de crimes e a penalidade correspondente a cada um deles.



O Código de Hamurabi (A lei de Talião) 
            Para alguns tipos de crimes, adotava-se a lei de talião, expressa na frase “olho por olho, dente por dente” 
Leis do Código de Hamurabi 
•          Se um mercador pediu emprestado trigo ou prata a um mercador e não tem trigo o prata para pagar mas tem outros bens, deve mostrar tudo o que tem perante testemunhas e dará do que possui ai seu prestamista. O mercador prestamista não pode recusar.
•          Se um homem toma uma mulher e não se estabeleceu um contrato, então essa mulher não é esposa.
•          Se um homem tomou uma criança para adotar com o seu próprio nome, e a educou, este filho adotivo não pode ser reclamado.
•          Se um homem cegou o olho de um homem livre, o seu próprio olho será cego.
•          Se cegou o olho de um escravo, ou quebrou-lhe um osso, pagará metade de seu valor.
•          Se um médico tratou, com faca de metal, a ferida grave de um homem e lhe causou a morte ou lhe inutilizou um olho, as suas mãos serão cortadas.
•          Se um construtor fizer uma casa e esta não for sólida e caindo matar o dono, este construtor será morto.
(Secretária de Estado de Educação (SP) – Coletânea de documentos históricos, de 5ª a 8ª séries.p.21)

            O código interfere também na economia, definindo valores para salários, aluguéis e arrendamentos, fixando normas de comércio e protegendo a propriedade.

Fim dos antigos babilônios

            Após o governo de Hamurabi, diversos povos – que inclusive já guerreavam a cavalo – conquistaram a Babilônia, provocando a desintegração do Primeiro Império Babilônico. Por volta do século VIII a.C., esses povos foram vencidos pelos assírios, nome dado aos nativos da Assíria.

Egito Antigo




Situado a Nordeste da África, sendo um enorme oásis, com mais de mil quilômetros de comprimento, graças ao rio Nilo.

A fertilidade trazida pelo Nilo
            De junho a setembro, abundantes chuvas na cabeceira do Nilo provocavam enchentes em suas margens. Quando as águas voltavam ao volume normal, deixava no vale um limo fertilizante que, em algumas regiões, chegava a atingir dez metros de espessura. Graças à fertilidade do vale, a agricultura pode ser largamente desenvolvida, constituindo a base da economia egípcia.

Período Pré-Dinástico (antes de haver Faraó) 4000-3200 a.C.
            Este período foi marcado pelo nomos: aldeias agropastoris independentes, cujos governantes eram chamados de nomarcas. A constante guerra entre eles levaram a formação de dois reinos: O baixo Egito, no delta do Nilo, e, mais ao sul, o Alto Egito.
            Em 3200 a.C, Menés, rei do Alto Egito, conquistou o Baixo Egito e fundou a primeira dinastia dos faraós.
 
Antigo Egito - 3200-2300 a.C.
            Neste período a forma de governo foi a monarquia teocrática. O rei denominado faraó e, segundo a crença egípcia possuía caráter divino, considerado filho do Deus Sol. Tinha poderes absolutos atuando como chefe político, supremo legislador, juiz e sacerdote. Nessa época, o Egito não possuía exército permanente.
            Nesta fase foram construídas as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, que receberam os nomes dos faraós que as construíram, eram guardadas pela Esfinge, uma enorme escultura com corpo de leão e cabeça humana.
            A opressão dos faraós causou revoltas internas e a queda do faraó, porém a nobreza de Tebas restabeleceu a autoridade do faraó e teve início o Médio Império (2100-1750).

O Médio Império – 2100-1750 a.C.
            O Médio Império marcou o restabelecimento da monarquia nacional. A capital passou a ser a cidade de Tebas.
            Por volta de 1750 a.C., o Egito foi invadido pelos hicsos, um povo oriundo da Ásia. Eram militarmente superiores aos egípcios, possuindo armas mais eficientes e carros de guerra puxados por cavalos. Esse povo dominou o Egito por 150 anos, a expulsão deles, em 1580 a.C. deu início a uma nova fase, O Novo Império.
 
O Novo Império – 1580-525 a.C.
            Marcado por uma política guerreira e expansionista. Tendo um exército bem organizado, muitos faraós partiram para a conquista de outros povos e estenderam as fronteiras egípcias até o rio Eufrates, na Mesopotâmia. Na formação do império egípcio destacaram-se os faraós Tutmés III e Ransés II.
            Gastos com campanhas militares e as guerras internas enfraqueceram o império egípcio, favorecendo a invasão de diferentes povos: Assírios, persas.
Em 332 a.C., Alexandre Magno, da Macedônia, conquistou a região.
Em 30 a.C., foram dominados pelos romanos.

A sociedade
            A sociedade era dividida em camadas sociais rígidas:
A dos privilegiados e dos não privilegiados.
Os privilegiados eram os nobres, os sacerdotes e funcionários administrativos. Os nobres, os proprietários de terras também ocupavam os principais postos do exercito e muitos sacerdotes enriqueciam com as oferendas feitas pelo povo aos deuses. Dispensados de pagamentos de impostos e também proprietários de muitas terras, gozavam de grande prestígio devido a suas funções religiosas. Os não privilegiados eram os soldados, artesãos, camponeses e escravos. Os soldados nunca podiam atingir o posto de comando, pois eram reservados para os nobres. Os artesãos dedicavam-se às mais diversas profissões. Trabalhavam como pedreiro, carpinteiro, desenhista, escultores, pintores, tecelões, etc. Também exerciam suas atividades nas grandes obras públicas como os templos, túmulos, etc. Os camponeses formavam a maioria do povo, eles trabalhavam nas propriedades do Faraó e dos sacerdotes, mas tinha o direito de conservar para si apenas uma pequena parte dos produtos colhidos. (http://tati_hundrel.vilabol.uol.com.br/sociedade.htm).

A economia
Baseava-se:
  • Agricultura: trigo, cevada, linho, algodão, legumes, frutas e papiro,
  • Criação: bois, asnos, gansos, patos, cabras e carneiros,
  • Mineração: ouro, cobre e pedras preciosas,
  • Artesanato vidros, armas, barcos, cerâmicas, etc.
  • Comércio de trocas: Creta, Palestina, Fenícia, Síria.
Religião
            A religião egípcia era politeísta e desempenhou importante papel na vida egípcia, deixou marcas em todos os setores: nas artes, na literatura, na filosofia e até mesmo nas ciências.
Os deuses do Egito tinham forma humana (antropomórfica) e de animais (zoomórfica), Destacavam:: Rá, Osíris, Ísis, Hórus. Certos animais eram considerados sagrados, como o gato, o crocodilo, o escaravelho, o boi.
Anúbis

            Acreditavam na imortalidade da alma e na sua volta para o mesmo corpo.  Essa crença levou-os a desenvolver técnicas para a conservação dos cadáveres.
            A mais sofisticada foi a mumificação, um processo caro, acessível aos privilegiados. Junto ao morto colocavam-se alimentos, armas, ferramentas, etc. elementos que precisaria quando voltasse a vida.

Julgamento da alma por Osíris
            Acreditava-se no julgamento da alma pelo Deus Osíris. Ao ser julgado, suas ações boas ou más eram apresentadas para decidir se o falecido merecia o castigo ou a salvação eterna. Seu coração colocado num dos pratos de uma balança e, no outro, uma pena de ganso. Se os pratos equilibrassem, a alma estaria salva.
            As pessoas mais ricas compravam dos sacerdotes o Livro dos Mortos, um conjunto de fórmulas mágicas, escritas num papiro, que facilitariam sua salvação após a morte. Com a venda dessas fórmulas, muitos sacerdotes enriqueceram.
 Julgamento da alma 

Reforma religiosa
            Durante o Novo Império, o faraó Amenófis IV fez uma reforma religiosa, impondo o monoteísmo. Aton, representado pelo disco solar, tornou-se o único Deus, e o próprio faraó mudou o nome para Akenatón. Essa reforma religiosa teve também caráter político, pois o faraó pretendia reduzir a autoridade dos sacerdotes. Porém, o monoteísmo teve curta duração, e o faraó seguinte, Tutancâmon, restaurou o politeísmo.

Muro de Berlim

 
Marco da Guerra Fria caiu em 9 de novembro de 1989
Carlos Ferreira
Da Redação
Símbolo maior da Guerra Fria, o Muro de Berlim foi construído em 1961 e dividiu por 28 anos a Alemanha em dois blocos: a República Democrática da Alemanha - que seguia o regime socialista liderado pela União Soviética - e a República Federal da Alemanha -conduzida sob o regime capitalista. Depois da derrocada dos regimes socialistas, ele foi derrubado em 9 de novembro de 1989.

Porém, para entender a divisão do território, é preciso voltar no tempo, mais precisamente até o final da Segunda Guerra Mundial (1945), quando o país foi dividido pela Conferência de Potsdam em quatro zonas comandadas por soviéticos, franceses, britânicos e norte-americanos, vencedores da guerra. Apagar as marcas do nazismo e empreender um processo de reconstrução era o objetivo maior desses países aliados.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u30.jhtm
Contudo, a chegada dos recursos do Plano Marshall em 1947 - concebido pelo general George Marshall, então secretário de Estado dos EUA, para ajudar na reconstrução da Europa devastada pela guerra- fez com que a União Soviética se recusasse a participar do programa de recuperação, temendo que os dólares pudessem colocar em risco a hegemonia de Moscou no leste.

O então líder da União Soviética, Josef Stálin, reagiu à reforma monetária e à implantação da nova moeda na Alemanha, o marco alemão, ordenando o bloqueio do setor ocidental de Berlim, que estava controlado pelos defensores do capitalismo.

Convencido de que a interdição do acesso a Berlim ocidental forçaria a rendição das forças de ocupação, Stálin foi surpreendido por uma resistência, que conseguiu abastecer durante 11 meses a área bloqueada.

Com a suspensão do cerco de Stálin em maio de 1949 de forma diplomática, surgiram a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã, consolidando a divisão do país.


O Muro de Berlim
Berlim ocidental se transformou num enclave capitalista em território inimigo. Vitrine privilegiada da economia ocidental, atraiu centenas de cidadãos orientais que arriscavam a vida para alcançar o outro lado.

Decididos a conter o fluxo de refugiados, os comunistas começaram a erguer o Muro de Berlim em 13 de agosto de 1961. O muro era formado por duas barreiras de concreto de 2,40m, cercas de arame farpado com armadilhas e torres de guarda. O muro separou amigos, famílias e uma nação. Na tentativa de buscar melhores condições do outro lado da barreira, dezenas de pessoas foram mortas por soldados que tinham ordem de atirar.

A queda do muro não dependeu de nenhuma ordem oficial, apenas o desejo latente e cada vez maior de liberdade, união e reencontro, além do enfraquecimento dos regimes socialistas. Um mal-entendido em relação a um
comunicado oficial do governo da Alemanha Oriental, somado às pressões políticas e sociais externas e internas, provocou a derrubada do Muro de Berlim.

Muro de Berlim

Marco da Guerra Fria caiu em 9 de novembro de 1989
Carlos Ferreira
Da Redação
Símbolo maior da Guerra Fria, o Muro de Berlim foi construído em 1961 e dividiu por 28 anos a Alemanha em dois blocos: a República Democrática da Alemanha - que seguia o regime socialista liderado pela União Soviética - e a República Federal da Alemanha -conduzida sob o regime capitalista. Depois da derrocada dos regimes socialistas, ele foi derrubado em 9 de novembro de 1989.

Porém, para entender a divisão do território, é preciso voltar no tempo, mais precisamente até o final da Segunda Guerra Mundial (1945), quando o país foi dividido pela Conferência de Potsdam em quatro zonas comandadas por soviéticos, franceses, britânicos e norte-americanos, vencedores da guerra. Apagar as marcas do nazismo e empreender um processo de reconstrução era o objetivo maior desses países aliados.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u30.jhtm
Contudo, a chegada dos recursos do Plano Marshall em 1947 - concebido pelo general George Marshall, então secretário de Estado dos EUA, para ajudar na reconstrução da Europa devastada pela guerra- fez com que a União Soviética se recusasse a participar do programa de recuperação, temendo que os dólares pudessem colocar em risco a hegemonia de Moscou no leste.

O então líder da União Soviética, Josef Stálin, reagiu à reforma monetária e à implantação da nova moeda na Alemanha, o marco alemão, ordenando o bloqueio do setor ocidental de Berlim, que estava controlado pelos defensores do capitalismo.

Convencido de que a interdição do acesso a Berlim ocidental forçaria a rendição das forças de ocupação, Stálin foi surpreendido por uma resistência, que conseguiu abastecer durante 11 meses a área bloqueada.

Com a suspensão do cerco de Stálin em maio de 1949 de forma diplomática, surgiram a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã, consolidando a divisão do país.


O Muro de Berlim
Berlim ocidental se transformou num enclave capitalista em território inimigo. Vitrine privilegiada da economia ocidental, atraiu centenas de cidadãos orientais que arriscavam a vida para alcançar o outro lado.

Decididos a conter o fluxo de refugiados, os comunistas começaram a erguer o Muro de Berlim em 13 de agosto de 1961. O muro era formado por duas barreiras de concreto de 2,40m, cercas de arame farpado com armadilhas e torres de guarda. O muro separou amigos, famílias e uma nação. Na tentativa de buscar melhores condições do outro lado da barreira, dezenas de pessoas foram mortas por soldados que tinham ordem de atirar.

A queda do muro não dependeu de nenhuma ordem oficial, apenas o desejo latente e cada vez maior de liberdade, união e reencontro, além do enfraquecimento dos regimes socialistas. Um mal-entendido em relação a um comunicado oficial do governo da Alemanha Oriental, somado às pressões políticas e sociais externas e internas, provocou a derrubada do Muro de Berlim.

Reunificada oficialmente em outubro de 90, a Alemanha rica e próspera luta ainda hoje para superar a desigualdade existente entre ossies (orientais) e wessies (ocidentais).


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